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Tallison Batista

Jornalista

Curitiba está ficando sem imóveis grandes, e os preços já estão subindo

             Durante a última década, Curitiba direcionou grande parte do seu mercado imobiliário para um único produto: os imóveis compactos. Studios e apartamentos menores dominaram lançamentos, campanhas e decisões de investimento, impulsionados por um estilo de vida mais dinâmico, menor ticket de entrada e alta liquidez.

             Os dados deixam esse movimento claro. Entre 2015 e 2024, as vendas de imóveis compactos cresceram cerca de 210% na capital, consolidando esse tipo de produto como protagonista, especialmente em regiões centrais e com forte presença de investidores .

             Esse crescimento não foi pontual. Ele moldou o mercado como um todo.

             Mas enquanto o foco estava nos compactos, um efeito mais silencioso começou a se formar e agora ganha relevância: a escassez de imóveis maiores.

             E não porque deixaram de ser desejados.

             A demanda por imóveis espaçosos nunca desapareceu. O que ocorreu foi uma redução gradual da oferta ao longo dos anos, criando um desequilíbrio que começa a se refletir no comportamento do mercado atual.

Um mercado aquecido, mas mais seletivo

             Esse movimento acontece dentro de um cenário ainda sólido. Curitiba segue como um dos mercados imobiliários mais consistentes do país, com valorização relevante mesmo diante de juros elevados.

             Em 2025, a cidade registrou alta próxima de 18% nos preços dos imóveis, liderando o crescimento entre capitais brasileiras . Em alguns casos, a valorização chegou a ultrapassar 20%, dependendo do tipo de imóvel e da localização . Ou seja, não estamos falando de retração. Estamos falando de evolução. E essa evolução trouxe uma mudança importante: o mercado deixou de ser homogêneo e passou a ser seletivo.
Hoje, diferentes tipologias performam de maneiras distintas.

             Enquanto os compactos seguem com alta liquidez e forte apelo para investidores, imóveis maiores começam a ganhar protagonismo estratégico. A lógica é simples: menor oferta combinada com demanda consistente tende a aumentar a percepção de valor, especialmente em bairros consolidados. Dados recentes reforçam esse cenário. Em 2025, imóveis maiores apresentaram crescimento de preços superior ao dos compactos, evidenciando esse novo equilíbrio de forças dentro do mercado .

O que muda na prática para quem compra ou investe

             Essa mudança altera diretamente a forma de tomar decisão. A discussão deixou de ser “compacto ou amplo” e passou a ser muito mais estratégica: qual tipo de imóvel faz sentido para o seu objetivo?

  • Um studio bem localizado pode oferecer maior giro e rentabilidade com locação
  • Um imóvel maior pode representar proteção patrimonial e valorização no longo prazo
  • Um lançamento pode capturar valorização durante a obra
  • Um imóvel pronto entrega previsibilidade e uso imediato


             Cada escolha atende a uma lógica diferente. E ignorar isso é, na prática, tomar decisões baseado no passado.

O papel da leitura de mercado

             Em um cenário mais maduro, a diferença não está apenas no imóvel, mas na leitura por trás da escolha. Curitiba continua crescendo, com demanda ativa, valorização consistente e novos ciclos de desenvolvimento. Mas o comportamento do mercado mudou.

             Hoje, quem entende essa transição consegue se posicionar melhor, aproveitando oportunidades que ainda não são óbvias para a maioria.

             A Lopes Home atua justamente nesse ponto: conectando dados, movimento de mercado e portfólio para identificar onde está o real potencial de valorização, seja em compactos com alta liquidez ou em imóveis maiores com oferta limitada.

A nova pergunta do mercado

             No fim, a decisão deixou de ser simples.
             A pergunta já não é mais qual tipo de imóvel é melhor.
             A pergunta agora é outra:

             Você está comprando baseado no que foi tendência… ou no que já começou a se valorizar?

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